2 02UTC Novembro 02UTC 2011
Já não sei o que são palavras, sei o que são sentimentos e formas de pensar unicamente minhas. Sei o que são lágrimas, olhos inchados e cara vermelha.
Mas não… eu não quero pensar! Não quero pensar em ti, nem em nós e, neste momento, desejava que não tivesses entrado na minha vida.
Não serviu de nada, porque agora vais embora. Vais abandonar-me e deixar-me sozinha de vez… e eu não quero. Não quero!
Não quero pensar em ti, porque o meu coração parou de sentir no momento em que decidiste partir para longe dos meus braços e do nosso mundo, sem me avisar. Partiste-me em mais de mil pedaços, em mais pedaços do que alguma vez tinhas partido.
Mas eu continuo a pensar…
Continuo a pensar em ti e na tua fraca presença ao meu lado, que se esfuma a cada segundo que passa… E contigo vai tudo o que me fazia sorrir: a esperança.
E quando eu precisar de suporte? Onde vais estar? Quando eu precisar de um ombro ou de uma mão? Não vou ter ninguém em quem pensar que me dê forças. Porque eras sempre tu, sempre, no fim!
E agora?
Não… não te vou pedir que fiques, não te vou impedir que vás… Apenas peço que não me deixes, Alexandre.
Por favor!
Corri atrás de ti, na esperança de te poder dizer tudo, na esperança de te tocar. Corri para ti e lutei por aquilo que realmente quero. Eu raramente luto por algo que quero muito, porque… penso que tudo se resolverá se eu não fizer quase nada… Mas eu corri e fiz os possíveis para te ver, ouvir e tocar. Eu FI-LO POR TI.
E O QUE RESOLVEU?
NADA!
Voltarei a afundar-me, voltarei a cair nas trevas… Voltarei para o fundo.
Por muito que eu diga… és importante para mim. És parte de mim, Sempre!
Joana Alves
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